
A mudança é inevitável. É a grande lei da vida, nada fica em “inércia”, tudo se movimenta, se transforma.
Por vezes não conseguimos compreender a razão das mudanças, mas quando vislumbramos a utilidade e os benefícios que nos são proporcionados por elas, entramos num estado de êxtase que dificilmente pode ser comparado a qualquer outra sensação.
Geralmente, as transformações não ocorrem em apenas um setor de nossas vidas, pois estão ligadas a vários redutos de nosso Plano mental, por tanto estão sempre interligadas e se refletem também no plano físico (material) de nossas vidas.
A lagarta ao iniciar seu processo de transformação, começa a se libertar de seu aspecto “asqueroso” a partir do Plano mental. Nutre-se de uma revolta contra seu atual estado físico e mental, começando a procurar as ferramentas para destruir aquilo que ela detesta em si.
A reclusão é necessária para a Metamorfose, então enclausura-se num casulo, para que ali, sozinha, fechada ao mundo que pode feri-la e atrapalhar seu grande objetivo, inicie a grande saga da transformação.
Começa primeiro a mudar sua consciência, que se expande. Ela já não pensa ou sente como o ser que já não mais habita dentro de si, por tanto já não é mais uma lagarta, visto que a verdadeira mudança sempre começa de dentro para fora, pois só com uma nova imagem de si, fixada no inconsciente é que se podem refletir as mudanças no mundo exterior. Forma-se aí um novo corpo, dotado de novas qualidades e de beleza, surgem as belas e multicoloridas asas que mostraram novos horizontes à aquela criatura, planisférios jamais vistos antes e que trazem a liberdade per si.
Rasga-se então o casulo e junto destrói-se todas as máculas do passado, expurgando a dor ao migrar para fora daquela fortaleza. Finalmente abrem-se as asas e lança-se a um precipício, mas agora as asas de uma nova consciência permitem que ela alce vôo, um vôo em direção a tão sonhada felicidade.
Agora tudo é diferente, até mesmo o seu alimento se modificara, antes contentava-se em mastigar as folhas, agora alimenta-se do mais puro néctar, as mais formosas flores a enfeitar o seio da natureza.
LAMA
Se quiser fumar eu fumo
Se quiser beber eu bebo
Não interessa a ninguém
Se o meu passado foi lama
Hoje quem me difama
Viveu na lama também
Comendo da minha comida
Bebendo a mesma bebida
Respirando o mesmo ar
E hoje, por ciúme
Ou por despeito
Acha-se com o direito
De querer me humilhar
Quem és tu?
Quem foste tu?
Não és nada
Se na vida fui errada
Tu foste errado também
Não compreendeste o sacríficio
Sorriste do meu suplício
Me trocando por alguém
Se eu errei
Se pequei
Pouco importa
Se aos teus olhos estou morta
Pra mim morreste também
Link:
http://www.youtube.com/watch?v=aeXU8l1XJu0
A imagem:
Pequeno entalhe tumular de uma cripta alemã...
Abraços
4 comentários:
meu caro... minha amizade e meu respeito é algo que vc tem ha algum tempo ja... ;)
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como sempre suas palavras me fazem refletir um pouco a respeito de //tudo!
e... anexando teu post ao que escrevi sobre amizade... acho que até as amizades necessitam dessa 'metamorphosis'... não apenas pra construir um futuro novo... naum apenas pra eskecer as máculas do passado... mas para se fortalecer... aprender a contemplar outros caminhos (amistosos ou naum)... e alçar vôo ... um vôo limpo... sublime... galgado no respeito mútuo e na fidelidade... no companheirismo!
'fidelidade', meus irmãos.... eis a palavra 'chave' de uma amizade!
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o que eu posso dizer?
BRAVO! BRAVO! BRAVO!
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